domingo, 19 de maio de 2013
Rota dos Galhardos – Folgosinho – Gouveia
Caminhadas pela Quercus 2013
26 de Maio – Rota dos Galhardos – Folgosinho – Gouveia
Partida e chegada: Folgosinho.
Âmbito: Ambiental, Cultural e Desportivo.
Tipo de percurso: De pequena rota, por caminhos tradicionais.
Distância a percorrer: 11,2 Km.
Nível de dificuldade: Médio, acessível a todos.
Desníveis: Medianamente acentuados.
As inscrições ou pedido de informações podem ser feitos através do tlm. 931 104 568 ou e-mail guarda@quercus.pt.
A “Rota dos Galhardos” é um percurso pedestre que aproveita em grande parte o troço de duas calçadas romanas, uma delas com a designação de Galhardos e a outra de Cantarinhos. É um percurso de Pequena Rota (PR) que se realiza em plena Serra da Estrela e que envolve apenas a freguesia de Folgosinho, como ponto de partida e de chegada.
( ... Estes trechos de calçada fazem possivelmente parte da Via Romana que atravessava a Serra da Estrela. Vinda de Valhelhas e de Famalicão, a estrada cortaria direita da Quinta da Taberna a Folgosinho. O percurso da Calçada dos Galhardos deixa supor uma ligação em Gouveia, talvez contornando pelo sul a serra de S. Tiago ou descendo em linha recta de Folgosinho até aquela cidade.) – A Arqueologia da Serra da Estrela – Jorge de Alarcão
Partindo-se do “lavadouro” segue-se pela rua da Serra. Mais à frente vamos encontrar à esquerda um caminho asfaltado com a indicação de Viveiros de Folgosinho, que apesar de merecerem uma visita, ficam fora da nossa rota.
Continuando a rua da Serra e já fora do aglomerado urbano, vamos encontar uma cortada à esquerda. A sinalização indica-nos o sentido do percurso.
Após passarmos o campo de futebol e alguns metros depois, entramos verdadeiramente na Calçada dos Galhardos, encontrando a primeira das quatro casas de abrigo mandadas construir por João de Vasconcelos nos anos quarenta e que serviam de refúgio às intempéries a quem para, ou da serra, vinha com rebanhos e espigas de centeio, carregadas em carros puxados por bois.
Apesar de a subida ser íngreme, o trilho faz-se com alguma facilidade parando de quando em vez para contemplar os horizontes. A paisagem é soberba, quer se olhe a poente ou no sentido da serra.
Quase junto à segunda casa de abrigo, a calçada termina abruptamente e à direita surge-nos um pequeno bosque de bétulas, que nos irá acompanhar durante alguns metros até à Portela de Folgosinho.
Aqui, cruzam-se três vias: à direita para Folgosinho, em frente para os Casais e Assedasse e à desquerda para Videmonte. É neste último sentido que segue o percurso.
Esta estrada atravessa o planalto de Videmonte, que constitui uma linha natural de separação entre a serra virada ao Atlântico, beneficiando da humidade trazida pelos ventos e que determinam o tipo de vegetação existente nessas encostas e o outro lado, mais seco, onde eventualmente poderemos encontrar algumas espécies que nos dão a indicação de zonas micro - climáticas do tipo mediterrâneo.
Continuando por essa estrada, onde de resto se cruzam também duas Grandes Rotas, uma marcada pelo Parque Natural da Serra da Estrela e a outra integrada na rede de percursos das Aldeias Históricas da INATEL designada por GR 22, que seguiremos no caminho certo deste percurso de Pequena Rota.
Alguns afloramentos rochosos vão competindo com a vegetação. Um pouco afastado do caminho, mas devidamente assinalado, encontra-se um pequeno penhasco que o tempo moldou, dando-lhe a aparência da cabeça de um Faraó.
Contudo outros afloramentos igualmente esculpidos pela natureza, podem ser vistos ao longo do trilho: A Velha, a Pedra Furada e muitos outros, que não tendo uma designação em especial, poderão igualmente sugerir-nos outras formas e figuras.
Mais à frente, um pequeno bosque misto, onde predominam Bétulas e Pseudotsugas, presenteia-nos com tantas cores quanto as estações do ano, sendo agradável no pico do sol, uma pequena paragem para um merecido repouso aproveitando as suas sombras.
Um pouco antes do sítio do “Jogo da Bola”, deixamos a estrada e apanhamos o trilho à direita que nos dará conta de uma outra calçada, também ela romana: “ Calçada dos Cantarinhos” também designada por “Pé da Serra”.
O percurso entra aqui na sua fase descendente e será quase sempre assim até Folgosinho.
A descida proporciona-nos uma paisagem soberba, valendo sempre a pena pequenas paragens, para melhor a apreciar.
Já no fundo da encosta, cruzamos a Ribeira do Freixo e aí a calçada termina, fazendo-se o resto do percurso, por um caminho de terra batido até ao lugar designado por Moinhos do Forno.
Daqui à Vila será um “saltinho”. Por entre a sombra de castanheiros e carvalhos, podemos olhar ainda os campos sempre verdes e de quando em quando o trabalho árduo de homens e mulheres, que souberam com mestria buscar nas encostas um punhado de solo fértil para o pão de cada dia.
Por fim, é a chegada à Vila e depois de se reporem energias numa qualquer simpática tasquinha, para “esmoer”, vale sempre a pena uma última visita pelo povoado, que alguns acreditam ter sido o berço de Viriato.
FLORA
Em outras eras, todas estas encostas se encontravam cobertas de intensos carvalhais (Quercus pyrenaica). Contudo, o corte sistemático e o pastoreio intensivo desnudaram as serras que muitos anos depois viriam, no âmbito da política florestal do Estado Novo a serem povoadas por pinheiro bravo. Como consequência, a falta de pastos, levou a que muitas pessoas procurassem outros destinos para sobreviver, dando-se inicio à emigração.
Apesar dos incêndios ocorridos nos últimos anos, é ainda possível constatarmos a presença de manchas significativas de pinheiro bravo (Pinus pinaster), que constituem uma fonte de rendimento significativa. Para além desta espécie, podemos ainda presenciar pequenos núcleos de Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris), vidoeiro (Betula pubescens), Pseudotsuga, e nas zonas mais baixas e com alguma humidade, o castanheiro (Castanea sativa).
As comunidades arbustivas não são especialmente ricas, contudo podem ser observadas a urze branca ( Erica arborea), a urgeira (Erica australis), sargaços (Halimium alyssoides) e muitas outras espécies.
No Outono, ao longo das veredas e em especial nos bosques caducifólios, podem ainda ser observados algumas espécies de cogumelos, nomeadamente boletos e amanitas.
FAUNA
Longe vão os tempos em que o lobo dominava as serranias, povoando o imaginário popular.
Hoje em dia, este predador constitui já um mito e na falta dele, o javali viu aumentar nos últimos anos os seus efectivos, constituindo um problema para as populações locais que vêm as suas culturas destruídas.
O texugo, a gineta e a raposa são ainda espécies que com alguma frequência podem ser vistos, ainda que de forma fugidia.
Algumas espécies cinegéticas, nomeadamente a perdiz, o coelho e a lebre são observadas com alguma assiduidade. Lá no alto, a águia de asa redonda (Buteo buteo), paira sobre as encostas aproveitando as correntes ascendentes.
domingo, 12 de maio de 2013
Dias 1 e 2 de Junho Passeio Fotográfico Ferramentas de Trabalho do Planalto Mirandês com António Sá
Fotografia de João Pedro Marnoto
I Passeio Fotográfico: Ferramentas de Trabalho do Planalto Mirandês, com António Sá
Durante séculos, a vida da gente do Planalto Mirandês girou em torno do trabalho agrícola. Era a lavoura que ditava os ritmos do dia e o ciclo do ano, os afazeres e os tempos livres, porque era dela que se tirava quase tudo o que se tinha – do centeio para o pão à lã para as meias. Depois vieram as máquinas, fugiram as pessoas, e muito mudou. Hoje, são ferramentas eléctricas, leves e coloridas as que mais trabalham, mas também as há antigas, mais ou menos empoeiradas, nas várias divisões de uma casa de aldeia.
Venha fotografá-las connosco e descobrir as histórias de trabalho que elas contam, pela voz daqueles que lhes deram vida. PROGRAMA: http://www.palombar. INFORMAÇÕES: http://www. INSCRIÇÕES: http://www. |
Curso de Introdução à Observação de Aves em Montesinho já nos dias 18 e 19 de Maio
O Núcleo Regional da Quercus de Bragança vai promover, nos dias 18 e 19 de Maio, um Curso de Introdução à Identificação de Aves em Montesinho.
Esta iniciativa, dirigida ao público em geral, destina-se a aprofundar o conhecimento sobre as diferentes espécies de avifauna patentes no Parque Natural de Montesinho, abordando as técnicas propícias à sua observação e contribuindo para uma maior compreensão dos seus habitats e das principais ameaças que afectam as mesmas.
Agradecemos a divulgação deste evento através dos V. contactos.
PROGRAMA CURSO DE INTRODUÇÃO À IDENTIFICAÇÃO DE AVES EM MONTESINHO
Sábado, dia 18 de Maio
09h00 - Recepção de participantes na sede da Quercus, em Bragança. Sessão teórica:
- Introdução às aves de Portugal
- Topologia das aves, formas e funções
- Técnicas na observação de aves
10h30 - Paragem para café
- Classificação das aves: principais espécies de aves presentes na zona
- Breve visita a habitat ripícola (Rio Fervença)
12h30 - Paragem para almoço
14h00 - Sessão prática
- Saída de campo em habitat florestal para observação de aves (Serra de Nogueira)
18h00 - Encerramento da actividade
20h00 - Jantar convívio com participantes
Domingo, dia 19 de Maio
07h00 - Sessão prática:
- Saída de campo em habitat de altitude (Serra de Montesinho)
- Saída de campo em habitat ripícola (aldeia de Rabal)
12h30 - Almoço convívio
14h00 - Reflexão final
16h00 - Encerramento da actividade
FORMADOR: Paulo Cortez (Coordenador do Departamento de Recursos de Ambiente e Recursos Naturais - Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança).
INSCRIÇÕES: sara.quercus@ gmail.com ou 00351 96 787 67 20 ou 00351 93 468 85 43
CUSTO: 10 euros/participante
OBSERVAÇÕES:
1) A deslocação dos participantes aos vários locais destinados às saídas de campo é assegurada pelos mesmos, nos seus carros particulares. Cada participante terá direito a um diploma de participação na actividade.
2) Os participantes interessados em fazer as suas refeições em conjunto com a organização do evento deverão manifestar essa vontade aquando da sua inscrição, para podermos efectuar previamente a sua marcação no restaurante.
3) Os participantes deverão munir-se de roupa e calçado confortáveis e adequados às condições climatéricas, e, se possível, fazerem-se acompanhar dos seus binóculos e guias de observação.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Oleiros organiza caminhadas e ações ao ar livre durante o mês de maio
Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2013-05-09 07:17:00
Arrancou na passada sexta-feira, dia 3, o Ciclo de Caminhadas "Oleiros em Marcha", o qual terá lugar durante o mês de Maio. A iniciativa vai continuar a realizar-se nos próximos dias 17, 19, 25, 26 e 31 de maio.
O local de início das caminhadas será o Jardim Municipal, pelas 21 H. O município de Oleiros vai organizar diversas atividades durante o mês de maio, mês do coração, com destaque para caminhadas e outras ações ao ar livre.
Para dia 17, está marcada a caminhada "Oleiros em Marcha", que decorrerá na vila, seguindo-se no dia 19 um passeio pedestre promovido pelo Isna Sport Clube Alvéolos.
No dia 25, há duas atividades na agenda: um passeio pedestre promovido pelo Grupo Desportivo Recreativo do Milrico e a VIII GeoRota do Orvalho organizada pela junta de freguesia local.
Para dia 26 está marcado um passeio pedestre promovido pela Associação Recreativa e Cultural de Vale do Souto.
No dia 31 de maio, realiza-se mais uma caminhada "Oleiros em Marcha", percorrendo a vila.
O concelho de Oleiros recebe ainda, no dia 26 de maio, a final da 2.ª etapa da Mini-Volta a Portugal em Cicloturismo, entre Mação e Oleiros, sendo que a 3.ª etapa parte da vila no dia seguinte.
Para dia 26 está também marcado um passeio de cicloturismo promovido pelo Grupo Maltez Desportivo do Mosteiro.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Primavera nas Aldeias de Montanha - Passeio Fotográfico
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Dia 18 de maio, sábado07h30 – Receção dos participantes e apresentação da atividade no CISE08h30 – Souto da Lapa dos Dinheiros (água / flora e vegetação)11h00 – Aldeia da Cabeça (arquitetura popular / paisagem cultural)13h00 – Pausa para almoço14h30 – Viveiros Florestais da Portela de Arão (fauna)16h30 – Lagoa Comprida (paisagem / flora e fauna)18h30 – Convívio e encerramento do passeio
Para mais informações visite o sítio www.cise.pt.
terça-feira, 7 de maio de 2013
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